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Repensando o significado de nossos limites

Com o passar do tempo, a humanidade passou por incríveis transformações de todos os lados: o profissional passou a depender mais de si mesmo; a internet introduziu a velocidade no dia-a-dia; o meio ambiente passou a ser paradigma de mensuração empresarial; viajar de avião ou de navio deixou de ser um sonho de poucos; o ser humano passou a ser o principal ativo das empresas; o líder trabalha mais que os outros; e por aí vai.

Todavia, tenho atentado para um fato cada vez mais corriqueiro na vida das pessoas: A PERDA DA NOÇÃO DE LIMITES!

Acerca disso, quero deixar você, meu caro leitor, refletindo sobre o assunto.

Não sei se você lembra, houve uma época em que existiam o dono do Fusca(ou fusquinha, como era mais conhecido) e o dono do Opala, quatro portas, potência máxima em conforto e motor – um carrão (para a época, claro).

Era interessante como aquele dono do Fusca era feliz com o seu carro. Era ainda mais interessante quando ele via passar ao seu lado um Opala, resumindo-se a achá-lo bonito, lindo, porém jamais com a cobiça de tê-lo, ou mesmo, com a sede interminável de possuí-lo. Ele era feliz com o seu Fusca. O seu limite do TER era expresso em seu sentimento de alegria por ter o seu Fusca.

Curiosamente o dono do opala também era feliz a seu modo.

Ambos conheciam seus limites e eram felizes.

Hoje, compra-se um carro já pensando em trocá-lo(daqui a pouco) por um mais potente ou, importado!

Nos dias atuais, luta-se para comprar um celular de última geração e quando se consegue comprá-lo, parece que a felicidade invade o corpo pela conquista, mas aí surge alguém do lado, olha para aquele celular (que com muita luta foi comprado) e diz: JÁ EXISTE UM MAIS MODERNO! Foi-se a felicidade, foi-se a luta, foi-se a paz, pois agora se quer o celular ainda mais moderno.

Compra-se um(ou mais de um) relógio de pulso para mostrar o quão tem-se PODER, não mais para se ver a hora.

Diante disso, quero convidar você a reenxergar-mos os limites que impedem alcançarmos a tão almeja paz e, por consequência, a felicidade.

Em nenhum momento quero fazê-lo parar de lutar pelo que desejas na vida, mas fazê-lo repensar se essa pretensão é realmente para você ou para você mostrar aos outros, ou seja, se essa sua pretensão não é a pretensão dos outros.

Ser feliz não é um fim, são algumas esquinas da estrada chamada vida e isso nós sabemos. O que não sabemos é que muitos queriam ser e ter o que temos, a família, a força, onde chegamos, o que somos, para serem felizes. Temos tudo isto, então, repensemos o significado de limites.

Procuremos entender que a felicidade não depende do que nos falta, mas do uso que fazemos do que temos.

Até a próxima.